Conceito

O que é OKR

OKR é um método de definição de metas que separa aonde você quer chegar (objetivo) de como você saberá que chegou (resultados-chave). O erro mais comum é confundir resultado-chave com tarefa.

Plano gratuito permanente, sem cartão de crédito. O ciclo do trimestre em uma coleção.

OKR é a sigla de Objectives and Key Results, objetivos e resultados-chave. O método foi formalizado por Andy Grove na Intel nos anos 1970 e ficou amplamente conhecido depois que John Doerr o levou ao Google em 1999.

A estrutura é deliberadamente simples: um objetivo qualitativo, memorável e com direção clara, acompanhado de dois a cinco resultados-chave numéricos que provam se o objetivo foi alcançado.

  • Plano gratuito permanente

    Não é teste com prazo de validade.

  • Sem cartão de crédito

    Nem no cadastro, nem depois.

  • Sem limite de tempo

    O ciclo do trimestre inteiro cabe no plano gratuito.

  • Seus dados saem quando quiser

    Exportação das coleções a qualquer momento.

  • Objetivo

    Qualitativo e inspirador. Responde "aonde queremos chegar?". Não leva número.

  • Resultado-chave

    Quantitativo e verificável. Responde "como saberemos que chegamos?". Sempre leva número.

  • Iniciativa

    O que você vai fazer para mover o resultado-chave. Não faz parte do OKR, é o plano de execução.

  • Ciclo

    Normalmente trimestral, com uma revisão leve por semana ou quinzena.

O erro que quase todo time comete na primeira vez

O erro é escrever tarefas como resultados-chave. "Lançar o novo onboarding" parece um KR, mas não é: é uma iniciativa. Ela pode ser 100% concluída sem que nada tenha melhorado.

Um resultado-chave descreve o efeito, não a atividade. "Aumentar a taxa de conclusão do onboarding de 42% para 65%" é um KR, ele pode falhar mesmo com o lançamento feito, e é exatamente essa possibilidade de falhar que o torna útil.

O teste prático: se alguém consegue marcar o item como concluído sem consultar um número, você escreveu uma tarefa.

Exemplo completo

Um exemplo de time de produto, com a distinção entre as três camadas explícita:

  • Objetivo: tornar o primeiro dia no produto uma experiência que o usuário conclui sozinho.
  • KR 1: elevar a taxa de conclusão do setup de 42% para 65%.
  • KR 2: reduzir o tempo mediano até a primeira tarefa criada de 11 para 4 minutos.
  • KR 3: reduzir os tickets de suporte com o assunto "como começo?" de 90 para 30 por mês.
  • Iniciativas (fora do OKR): refazer o fluxo de boas-vindas, escrever três artigos de ajuda, adicionar checklist na primeira sessão.

Monte esse exemplo como uma coleção

Objetivo, resultado-chave, valor inicial, valor atual e meta em campos separados, com o dashboard somando o progresso do ciclo e as iniciativas num app relacionado.

Criar a coleção de OKRs

Plano gratuito permanente, sem cartão de crédito.

OKR não é avaliação de desempenho

Essa é a distorção mais custosa. Quando o OKR vira base de bônus ou avaliação, o incentivo se inverte na hora: as pessoas passam a escrever metas que sabem que vão bater. O método, que existia para provocar ambição, vira um mecanismo de proteção.

Por isso muitas organizações separam explicitamente OKR de remuneração, e usam a pontuação como material de conversa, não como nota. Um ciclo em que todos os OKRs foram atingidos por completo costuma indicar metas conservadoras, não excelência.

Como acompanhar sem virar burocracia

O acompanhamento saudável é curto e frequente: uma revisão semanal ou quinzenal, com atualização do número atual de cada KR e uma frase sobre o que mudou. Se a revisão exige montar apresentação, ela vai ser abandonada até o final do trimestre.

Menos é mais na quantidade: de três a cinco objetivos por time, com dois a cinco KRs cada, já é bastante. Listas maiores que isso costumam significar que o time não priorizou, só registrou tudo o que pretende fazer.

Como montar o acompanhamento na prática

A parte que mais falha não é escrever o OKR, é mantê-lo vivo. Documento de texto envelhece porque atualizar exige abrir, procurar e editar no meio da prosa. Uma tabela com um registro por resultado-chave resolve isso, porque atualizar passa a ser digitar um número numa célula.

O esquema mínimo que funciona tem sete campos, e nenhum deles é opcional na prática:

  • Objetivo, texto curto, repetido nos KRs daquele objetivo.
  • Resultado-chave, texto que descreve o efeito e não a atividade.
  • Valor inicial e meta, dois números, registrados no começo do ciclo e nunca mais alterados.
  • Valor atual, o único campo que muda na revisão semanal.
  • Responsável, uma pessoa por KR, não um time.
  • Ciclo, para filtrar por trimestre e comparar com o anterior.
  • Iniciativas, num app relacionado, para não misturar plano de execução com meta.

Como isso fica na tela

O acompanhamento só sobrevive ao trimestre se for barato de atualizar. As duas telas abaixo são o estado em que o ciclo de OKR aparece no produto.

O número do KR ao lado do trabalho que o move

Dashboard sobre a própria coleção, com filtro por ciclo. A revisão semanal deixa de exigir apresentação, porque o número já está calculado.

As iniciativas em tabela, kanban e timeline

A mesma coleção de iniciativas vista de três formas. É o que mantém a distinção entre meta e plano de execução visível sem separar em duas ferramentas.

Objetivo, resultado-chave, iniciativa e KPI numa tabela

As quatro coisas que mais se confundem ao escrever OKR, com o teste que separa uma da outra.

ElementoRespondeLeva número?Exemplo
ObjetivoAonde queremos chegar?NãoFazer do primeiro dia no produto uma experiência que o usuário conclui sozinho.
Resultado-chaveComo saberemos que chegamos?SempreElevar a taxa de conclusão do setup de 42% para 65%.
IniciativaO que vamos fazer para mover o número?Não, ela é concluída ou nãoRefazer o fluxo de boas-vindas.
KPIA operação está saudável?Sempre, e você só monitoraTaxa de conclusão do setup, acompanhada mês a mês.

O teste prático: se alguém consegue marcar o item como concluído sem consultar um número, você escreveu uma iniciativa, não um resultado-chave.

Escrever meus OKRs do trimestre

Gratuito e sem prazo. Se o método não pegar no time, você não gastou nada.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre OKR e KPI?
KPI é um indicador que você monitora continuamente para saber se a operação está saudável, receita mensal, uptime, churn. OKR é uma meta de mudança para um ciclo: você escolhe um número que quer mover e por quanto. Um KPI pode virar resultado-chave quando você decide mudá-lo deliberadamente; fora disso, ele é termômetro, não meta.
Quantos OKRs um time deve ter?
A recomendação usual é de três a cinco objetivos por ciclo, com dois a cinco resultados-chave cada. O limite existe por um motivo prático: OKR é ferramenta de priorização, e uma lista longa demais indica que a priorização não aconteceu.
O que é um OKR ambicioso?
É um objetivo cujo atingimento pleno não é esperado, a referência comum é considerar saudável um resultado em torno de 70%. A lógica é que metas confortáveis não mudam comportamento. Isso só funciona, porém, quando o OKR está separado de avaliação de desempenho; caso contrário ninguém arrisca.
Onde eu registro os OKRs?
Onde a revisão semanal for mais barata de fazer. Documento de texto funciona no primeiro ciclo e envelhece no segundo, porque atualizar exige editar prosa. O formato que sobrevive é uma tabela com um registro por resultado-chave e os números em campos próprios, com as iniciativas em outra lista relacionada. No Workspacefy isso é uma coleção com dashboard e filtro por ciclo, e está no plano gratuito.
OKR funciona em empresa pequena?
Funciona, e às vezes até melhor, porque o ciclo de feedback é mais curto. O cuidado é não importar a máquina inteira de rituais de uma empresa grande: em time pequeno, um documento com os OKRs do trimestre e uma revisão quinzenal de quinze minutos costuma ser suficiente.

Continue por aqui

Acompanhe seus OKRs onde o trabalho já acontece

Coleções com dashboards e filtro por período mantêm o número do KR ao lado das iniciativas que o movem. Grátis para começar.

Comece grátis